Mães sentem muita culpa, todo mundo te fala isso, mas, apesar de redundante, você só sente quando você sente. E esses dias eu não pude me preocupar se eu manteria meu blog aberto ou fechado; se fechasse, quem eu iria convidar ou não, ou até conversar com minha família a respeito do que eles achavam, se eu continuava a compartilhar minhas histórias e fazer amizades e trocar ideias com quem tem histórias parecidas, mas também a me expor de uma forma que às vezes se torna chata. Sabem por quê? Porque além de trazer meu filho a um mundo de violência, corrupção, desigualdade social e afins, eu também trouxe meu fofuchinho a um mundo de... alergias. E é aí onde entra o título. Por fazermos parte (eu e Rafael) de uma família de alérgicos (apesar de nós mesmos não sermos tanto) e saber da hereditariedade, fiz questão de ter na minha casa cortinas romanas (tipo persiana) em vez de cortinas de tecido, em ter um sofá imitando couro em vez de tecidos e espumas e a retirar os tapetes. Afinal, nem cichinhos de pelúcia eu pude ter na infância por conta da asma do meu irmão, então, me acostumei. Pode parecer radical, mas o vi (meu irmão) sofrer muito e senti necessidade de não favorecer depósitos de poeira na minha casa.
Mesmo assim, no dia dos pais, dia em que achei que viria postar uma foto do Rafael com o título de pai do ano, além de citar meu querido pai, eu vivi um dos piores momentos da minha vida, vendo o Matheusinho quase se sufocar de tanta alergia de madrugada no meio do sono, tadinho, e eu ter de levantá-lo rápido no colo para socorrer. Por sorte ele já estava na minha cama porque ele tinha passado o sábado inteiro espirrando muito. E aí você se pergunta: por que um bebezinho precisa sofrer tanto, tendo, além das cólicas comuns até os 3 meses, ainda isso? Por que a humanidade poluiu tanto o mundo tornando-o um antro de ácaros causadores de alergias e doenças respiratórias? Chorei tanto ontem com três amigas, que me ligaram porque eu tinha "sumido", me sentindo culpada pelo que estava acontecendo. Graças a elas elas tiveram palavras para me apoiar, dizendo que a culpa não era minha e que todos conseguiam ver que eu fazia tudo pelo meu filho e que era louvável mesmo com todas as cólicas, dores e sofrimento ver como eu dava conta de cuidar do meu menininho. Graças a Deus, hoje, depois de duas madrugadas em claro, nebulizações (na casa da minha mãe), pediatra e antialérgicos, o meu príncipe está melhor, dormiu e eu vim desabafar no blog. Por conta de alguns sintomas que não estão melhorando mesmo chegando perto dos 3 meses, o médico começou a desconfiar de alergia (de novo ela) alimentar e desde ontem comecei uma dieta restritiva, já que eu sou o bar e o mercado do meu neném. :) Seja do jeito que for, peço sempre a Deus força e sabedoria para estar atenta às necessidades do meu lindo e fazer o que estiver ao meu alcance e até além (coisa de mãe).
Rezem por nós, para que a cada dia ele esteja melhor, sem cólicas ou dores na barriga, sem crises respiratórias e sem culpa para a mamãe que aqui vos fala. Ah, e de quebra me sobraria mais tempo de escrever no blog, já que muito da minha ausência se deve à dedicação exclusiva ao meu amorzinho e às mãos envoltas no seu corpinho no colo, que não me deixam digitar. :)
Assim que tudo melhorar, pretendo fazer uma retrospectiva, para contar tudo o que já aconteceu, já que aos quase 3 meses de mãe, ainda não consegui inserir a regularidade do blog na minha vida por questão de uma escolha óbvia de sobrevivência: ou eu como ou eu durmo ou eu posto. Vocês me entendem, né? Junta-se ao fato um bebê apaixonado que muitas vezes não vai nem com o papai, só quer saber de mamãe e o cenário está formado: pensem numa pessoa que prende até o xixi sem conseguir tempo de ir ao banheiro.
No mais, agradeço todos os recados de carinho e não vejo a hora de poder retribuir tudo, com minhas visitas e recadinhos nos blogs amigos e com meu neném já 100%, afinal de contas, falta pouco pros 3 meses. Vai que tudo passa? Ah, e vale muito ressaltar minha super satisfação ao ver que apesar dessas complicaçõezinhas iniciais, o boneco já dobrou de peso desde que saiu da maternidade! Ele nasceu bem pequeno, com 46,5cm e 2,975Kg, sendo que saiu da maternidade com 2,800Kg (é comum perder 10% do peso). Agora a bolinha fofa já tem 59cm e 5,860kg de puro leite materno, ou seja, na última consulta já se equiparou aos bebês que nascem com 50 cm. Ah, moleque! \o/
E por fim, a louca que aqui vos fala pensou em voltar ao nome Dona Musa, porque assim, não que eu deixe de ser Mãetheus, mas pensei... vai que eu tenho outro (a) filho(a)? Vai soar uma preferência o Mãetheus, né? O que vocês acham? Ou ainda sugerem outro? Mamãe Musa? Opinem aí, deem uma moral pra essa que tem vocês no coração. :D
Beijos maternos com intenções de um volto já. ;)
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Foto tirada hoje por mim feliz depois dele ter dormido melhor (o que
significa a grande marca de 4 horas seguidas). Ufa! Amo demais. :) |
Não, Dona Musa ainda não pensa no segundo filho, não pelo menos até o Matheus dormir uma noite inteira direto sem acordar nem pra mamar. :P