... caiu na minha cabeça. Eu realmente pensava em manter o blog falando de vários assuntos, de casa, de beleza, de amenidades e de tudo mais que viesse a cabeça, como era o Dona Musa. Mas isso é difícil quando sua vida passa a se confundir com a do seu bebê e, não me entendam mal, eu não acho que agora não tenho mais vida, mas durante a licença maternidade, é assim que acontece. A menos que eu viesse aqui falar de tv, porque pouco saímos de casa até agora, não tenho outro assunto que não o Fofuchinho. Acho isso natural e acredito que com a volta ao trabalho eu até tenha outras novidades, portanto, não enjoem de mim. Só de mim que preciso pedir, porque sei que do meu cativante boneco é impossível enjoar. :P
Então vamos falar de Matheus. Tudo que vou falar aqui pode ser que não seja característica ou peculiaridade dele, mas eu nunca estive imersa no maravilhoso mundo dos bebês, fui a primeira das minhas amigas mais próximas a ter um baby, então Fofuchinho é minha cobaia. E que cobaia maravilhosa... nesse 1 mês e meio de vida:
- os cílios, de ralinhos, ficaram pretinhos e bem volumosos. Sou louca por cílios, né? Devo dizer que é um desperdício os cílios do meu neném sendo ele um homenzinho. São de dar inveja a qualquer menina, hehehe;
- tem muito, muito, muito soluço (já tinha desde a barriga);
- tem muitas, muitas, muitas cólicas, o que ainda o deixa muito instável em relação às mamadas. Muitas vezes ele procura o peito para sugar e amenizar a dor que sente, então amamento em livre demanda e não consegui criar nenhuma rotina definida. Isso significa que meu sono também está completamente irregular, assim como o dele. Às vezes o bonequinho está chapado dormindo, parece que vem uma onda de dor que o desperta já chorando. Dizem que na maioria dos bebês passa aos 3 meses. Tomara, porque atualmente isso acontece diariamente e meu coração de mãe sofre ao vê-lo sentindo dor. Às vezes até mamando ele larga o peito para chorar se espremendo e apertando as perninhas contra a barriga. Fica vermelhinho como um tomate;
- Às vezes se espreguiça e ao final fica com o bracinho parado no alto e em cima, como se fosse aquela dancinha antiga de axé. O mais engraçado é que a gente vê como o corpo do bebê é diferente do nosso e tão flexível ainda: muitas vezes ele dorme com um dos braços parado em cima, como se fosse o Buzz (Toy Story) fazendo "ao infinito e além";
- O neném se mexe, se mexe, se mexe, se mexe, se mexe sem parar quando está acordado. Tem uma energiiiiia que só ele. Se prepara, Dona Musa, correr atrás dessa criança vai ter tornar uma maratonista;
- Já reconhece Rafael, eu e minha mãe. Às vezes estou trocando a fralda ou fazendo alguma outra coisa de rotina e do nada ele solta um sorrisinho para mim. Fica mais calmo quando está chorando com dor e eu canto para ele;
- Amaaaaaa tomar banho. Nunca chorou por isso. Fica o tempo todo amarradão dentro d'água;
- Não reclama quando coloco Rinosoro no narizinho para amenizar quando o nariz entope (normal em bebezinhos, a passagem de ar ainda é muito estreitinha). Isso é algo que me impressiona, porque eu acho tão incômodo colocar soro no nariz. E eu sou adulta. Mas ele não reclama, fica lá tranquilão e ainda saboreia o soro quando cai na garganta, a gente vê a linguinha dele se mexendo depois, rs.
- Quando ele está chorando se espremendo e consegue soltar um pum ou fazer cocô, muitas vezes solta um "aaaaaaahhhh" baixinho no final como se estivesse aliviado. Muito engraçado;
Não estou lembrando de mais nada de cara, mas já deu para ter ideia da rotina, né? Se fosse para eu classificar o primeiro mês, eu diria difícil, e o segundo mês, que termina semana que vem, mais difícil. Ser mãe é uma delícia, mas não é fácil conviver com as dores e as cólicas, que se intensificam por volta da sexta semana e duram até a oitava (segundo textos da internet). Tem de ter um cadinho de sangue frio para não começar a chorar junto com ele. Mas a alegria de ter seu bebezinho tão receptivo cada vez que você chega perto ou mesmo quando ouve de longe sua voz é uma sensação indescritível. É ir ao céu e voltar para não ficar muito tempo longe dos bracinhos dele. :)
E agora, como faço a frase? Dona Musa ou Mãetheus? Tchantcharantchannnnn... Ah, acho que vai depender do post e nesse, sou Mãetheus.
Mãetheus vira balzaca amanhã. :O