Eu não sei dizer tchau

Hoje tô meio cabisbaixa. Estou me despedindo de quem trabalhou comigo por quase dois anos, que cuidou do Matheus quando eu voltei a trabalhar e que foi minha mão amiga quando eu mais precisei de ajuda com meus filhos. É difícil desapegar de quem gostamos, por isso hoje estou assim mais ou menos... :(

A boa notícia para vocês é que tenho experiência para contar dos dois lados: filho com babá, filho na creche. E uma hora vou colocar isso em post. Deixa eu só curtir uma melancolia ali um pouquinho, voltar do fim de semana renovada com meus pimpolhos e aí eu vou ter gás pra escrever tudinho. Tá bem? Me abraça de novo? Essa semana eu tô que peço abraço, né?  Rsrsrs. 

Beijinhos e bom fim de semana proceis.

O segredo está na conexão... Será?

Então, o dia ontem foi muito mais doce... Aí vocês me perguntam, como a minha amiga Mayra me perguntou hoje, o que eu fiz de diferente. E eu respondo: NADA. Na-da. Nadinha mesmo. Aliás, não fiz nada de diferente ontem, mas talvez o choro aparentemente sem causa do dia anterior ter sido meio que ignorado por mim (o que o fez agir depois como se nada tivesse acontecido) ou ter ouvido o "sermão" que não tinha motivo para chorar o tenha feito parar pra pensar duas vezes em fazer de novo no dia seguinte. 

Durante o dia, a mesma amiga acima (Obrigada, May!) me enviou uma mensagem dizendo que tinha lido meu texto, me abraçando virtualmente (Aliás, obrigada todas! Muitas o fizeram e como isso foi importante pra mim, vocês nem imaginam!) e perguntando se eu conhecia o site Conexão Pais e Filhos. Que lá eles tratavam alguns choros como uma espécie de desconexão e não como birra ou afronta e que precisavam de um adulto que fosse seu porto seguro para que pudessem extravasar suas emoções (Oi, eu mesma!) e encontrar um ponto de equilíbrio. Era mais ou menos isso. 

Agradeci ao ET que tinha abduzido o meu Matheusinho, como brinquei no texto anterior, por ter pedido à Mayra pra me dar esse toque e lá fui eu procurar ajuda nos textos do blog. Então encontrei um que reproduzia um comportamento que claramente poderia ser do Matheus. Basicamente eu entendi que a criança muitas vezes passa por várias coisas durante o dia e não pode extravasar sua raiva e quando chega em casa é que "coloca pra fora". Então aquele choro chaaaaato que acontece vários dias pode ser um acúmulo de emoções guardadas, ou causado por uma disputa de brinquedos em que ele perdeu, ou causada por a professora ter chamado atenção porque gritou com o colega, talvez, sei lá, coisas que aconteceram ao logo do dia... 

Fato é que ele pode estar sendo contrariado e vivendo emoções novas sem saber lidar com isso e aí chora. A questão é como vou me portar diante disso e, sabendo que é uma desconexão, eu preciso mostrar que estou ali com ele e que daqui a pouco vai passar. É claro que para seguir essa linha de pensamento é preciso acreditar que isso está certo porque pressupõe estar muito zen para acompanhar fazendo cara de paisagem uma crise de choro "sem causa" (aparentemente) sabendo que você (aparentemente) não tem nada a ver com isso e só quer dar atenção, amor e carinho.

Concomitantemente, eu estava achando um contrassenso esse comportamento em casa sendo que na escola, como contei aqui, ele passa a maior sensação de criança feliz e contente, sempre risonho e tagarela. Como essa percepção foi de uma professora que não é a dele, ontem cheguei à escola e a primeira coisa que fiz foi conversar com a professora dele, contar o que estava acontecendo e se ela notava algo errado. 

Ela falou que lá ele estava perfeitamente normal, sem nenhuma alteração de humor, super ativo e interagindo muito bem, como sempre. Fiquei muito, muito feliz porque pelo menos ele está com o comportamento reclamão comigo (o que me deixa triste, é verdade), mas socialmente ele está muito bem, obrigada. Afinal, essa é a nossa missão como pais e mães, certo? Criar cidadãos que não sejam estorvos para a sociedade, que saibam ajudar, interagir, colaborar, serem simpáticos e bem humorados. 

Só que fica aquela pulga atrás da orelha, né... Então o problema do safadinho sou eu??? Ele quer me testar o tempo todo mesmo! Calma, calma, Musa, lembre do texto e da paciência e de como criar com conexão supõe não classificar o comportamento como manha ou birra, mas ajudar os filhos a colocarem os sentimentos ruins para fora e voltarem a viver em paz com ele e com os que os cercam. 

Finalmente, a quem interessar possa, segue o texto que me incentivou a, quem sabe, ter uma postura diferente diante daquele choro, ainda que irritante, importante para reconectar o meu filho à essência de principezinho que ele sempre terá. :)


Quem ler, conta pra mim o que achou! Vamos nos ajudando que tem sido ótimo. São nossas experiências que mostram o que podemos fazer para melhorar numa grande corrente solidária maternal com amor e sem julgamentos. :)

Devolvam o meu Matheusinho

Porque o meu Matheusinho foi abduzido por extraterrestres ou foi escondido por gnomos ou transformado por alguma bruxa má. Em vez dele, deixaram um menino pirracento, que quer atenção o tempo todo, não cede nem um pouco e quer suas vontades atendidas o tempo inteiro. Se não, ele faz birra, joga as coisas longe e chama quem quer que esteja perto de feio ou bobo. 

"Ah, é ciúme da irmã." "Ah, é uma fase." Sei que ele é apenas uma criança, MAS ACHO UMA PUTA INJUSTIÇA EU TER DE PASSAR POR ISSO. Quem me conhece sabe que sou a rainha da paciência com crianças, não falo alto, não grito, é difícil eu perder o controle. E aí me pergunto se o problema não é justamente esse. Se eu tinha de ser mais rígida, ou se, no popular, tinha de cagar e andar, deixar pra lá, não dar atenção. Sei lá! 

Fico com um ar de ingratidão e é como se todo amor que eu diariamente dê ou ofereça seja demais. Que a atenção exclusiva antes da irmã só tenha criado uma criança mimada que não aceita ser contrariada. NÃO É COMO SE EU FOSSE ALGUÉM DESEQUILIBRADA, GENTE! Apesar das letras em caps lock, juro que não. 

Eu sempre estou tentando entender. Sempre estou atenta aos desejos e necessidades dele. Nunca diminuí a atenção pra ele, além da natural, como na amamentação, pela chegada da Giovanna. Deixo de ir aos lugares se o Rafael não vai pra não correr o risco de ele pedir colo e eu não poder dar por muito tempo colo aos dois.

Mesmo com todos meus esforços, tô passando por uma fase tensa com ele. Ele tem alguns momentos dóceis e amáveis mas vou confessar que são poucos atualmente. No geral, ele tá ou reclamando, ou falando resmungando, ou chorando. E eu fico me perguntando qual meu problema? Onde que eu tô errando? A verdade é que me sinto UMA INCOMPETENTE assim com letras maiúsculas cada vez que ele tem esse tipo de comportamento. 

Exemplo: Eu tô penando pra tirar a chupeta dele, né? Estou dando só na hora de dormir porque ainda não consegui transpor essa barreira, ainda não estou preparada para os ataques de histeria que ele vai dar no pré-sono, e ele pede muito a chupeta o tempo todo depois que chega da escola, porque lá não tem. Aí já começa muitas vezes a choradeira. Eu negando e ele chorando quando nego. Então começa a saga do choro noturno. 

Ontem, sei lá por que esqueci a chupeta em algum lugar que ele alcançou. Ele com a chupeta na mão vem me pedir: "Mamãe, chupeeeeta", já com uma irritante voz de choro. "Filho, a chupeta está na sua mã-ão..." respondo rindo e brincando. O danado jogou a chupeta longe e fez cara feia. Virou as costas, sentou no sofá e começou a gritar pedindo a chupeta. Falei: "Filho! A chupeta não estava na sua mão???" Com tom mais firme. Ele começa a chorar e gritar: "chupeeeeeta, chupeeeeeta." Falei: "Ah é? Agora que você não vai ter a chupeta mesmo. Você nem poderia estar com a chupeta agora porque é só na hora de dormir e ainda tá fazendo pirraça??? E continuou chorando. 

Nisso Rafael chegou e ele lá chorando. Rafael fez aquele olhar pra mim de "de novo isso?" porque essa situação está frequente. Foi lá falar com ele calmamente: "Filho, por que você está chorando?" Ele continuou chorando sem responder. Nisso eu já estava tão irritada que falei: "Olha só, Matheus! Você não tem motivo pra chorar! Você não está sentindo dor. Você tem tudo na mão. Você tem toda a atenção de uma família que te ama! Para de chorar que o que você está fazendo tá muito errado! Você está deixando a mamãe triste porque a mamãe chegou do trabalho cheia de vontade de brincar com você e você não quer brincar com a mamãe! Você só quer reclamar, chorar, sem motivo! Quer a chupeta, chupa a chupeta! Quer comer alguma coisa, fala, responde, sem chorar! Mas do jeito que tá não dá. Se você continuar chorando você não vai ter nada da mamãe. Nada!" 

Dei as costas e ele começou a chorar. Chorou, chorou, chorou até cansar. Nisso já era perto da hora de dormir, eu super estressada, aí do nada ele "melhorou" e veio conversar comigo, tomou o leite e dormiu "bem". Mas depois que ele dormiu eu ainda fui chorar pra extravasar todo o sentimento de incompetência que eu estava sentindo.

Tá brabo, gente. Isso pra não contar todas as vezes que bate na irmã, que puxa as coisas da mão dela com força de propósito. Por isso sei que muito do comportamento é pra chamar atenção, porque quer atenção exclusiva. Pode ser uma fase, mas gente, eu posso até considerar isso, mas não tomar isso como regra. Ele precisa saber o que é certo ou errado, precisa saber que o mundo não gira ao redor dele, precisa saber que eu o amo demais e loucamente, mas ele não é o centro do universo. Quem precisa ensinar a ele sobre certo e errado, dar os limites, educar, sou eu! Mas tá muito difícil. Cansa.

Se você é mãe de um bebê mais ou menos na idade da Giovanna, que já não acorda mais a noite inteira, que interage com você e que não testa seus limites de paciência, só de cansaço, aquele neném que tá no auge da fofura, deve ter chegado a esse ponto do texto me julgando loucuras. Eu também era assim quando me diziam das crianças na fase do terrible two antes de ser mãe ou com Matheus bem novinho. "Noooossa, mas como que ela fala do filho assim, que não está aguentando, que é sacrificante..."  Você não é obrigada a saber mesmo. E espero sinceramente que seu filho não tenha esse comportamento perto dos dois anos porque nenhuma mãe que faz de tudo pelo seu filho merece ser testada desse jeito.

É um desafio, minha gente! São quase todas as noites ensinando o que fazer. Muito mais uma educação chata, orientações necessárias, do que prazer. Quando passo mais tempo com ele, nos finais de semana, acaba que esses momentos se diluem mais nos momentos bons porque ele tá uma figurinha, né? Falante, cheio de pérolas e novidades. Brincamos, nos divertimos. Mas quando acontecem muitas noites seguidas assim, eu fico realmente mal, me achando super incompetente como falei lá em cima.

Enfim, sei que é uma fase, que vai passar, que outros problemas maiores talvez virão. Mas eu preciso desabafar pra não infartar e pra que outras mães que também estejam passando por isso não se sintam sozinhas. Não acho que "reclamar" me torna menos amorosa ou merecedora do que quem não reclama. Acho que me torna mais humana e me aproxima das outras mães, sendo solidária aos problemas da maternidade que todas têm. Me abraça aí, pufavô. E ET, se não for pedir muito, manda de volta o meu Matheusinho, aquele só carinhoso e encantador, sem pirraças ou showzinhos. Fico no aguardo. Obrigada, viu?

Mamãe Musa já tá bem da bursite no quadril. Obrigada pelas mensagens. :)

A síndrome da segunda-feira materna

Toda segunda-feira sinto muita saudade. Acho que com toda mãe é assim. Mas tem dia que a saudade dói daquele jeito bem doído, que dá nó na garganta, que fica prestes a desencadear uma crise de choro. Tipo como dói o amor de quando a gente ama muito. Parece que os filhos sabem quando você está mais sensível e te dão um sorriso ainda mais bonito de manhã. Hoje deixei-os na creche assim: sorridentes, felizes. E eu tô aqui cabisbaixa de vontade de ficar com eles. Nem inspiração tô conseguindo de tanto aperto que tô sentindo. Engraçado que o trabalho da mãe na maioria das vezes é um descanso depois do final de semana agitado, correndo e brincando junto com eles, arrumando comida, banho, mamá, tudo no tempo e na hora. A hora de sair então é uma loucura. Temos de prever as fraldas, as mudas de roupa, a alimentação e todo o aparato além maternidade. Se for pra uma festa, os presentes. Se for pra um piquenique, as outras comidas, repelente, bola... Se for para o clube, bóia, roupa de banho, filtro solar,... E claro, carteira, celular e, principalmente, câmera para babar nossa cria. Tudo é tão cansativo, mas feito com tanto amor. E que antítese gera acordar numa segunda-feira "útil". Útil para o trabalho, mas tão inútil para a maternidade. Quanto vazio deixa em mim entregá-los de manhã cedo na escola. Até sei que vou descansar fisicamente, mas quanto tempo vou ficar longe deles até sexta-feira? Quanto vou perder das inéditas gracinhas da Giovanna e das novas pérolas do Matheus? É difícil. A vida moderna é muito injusta com a maternidade.

Acho que a síndrome da segunda-feira depois dos filhos é infinitamente maior que aquela de fim de domingo que sentimos antes de ter filhos, afinal, a de domingo, sente mais quem não gosta do trabalho. Até sente quem gosta do trabalho mas vive uma vida de lazer intensa, quem aproveita a vida com prazer fora do trabalho. Mas a síndrome da segunda-feira materna não deve ter quem não sinta. Tem a ver com amor, não com preguiça. Tem a ver com sentimento, não só com preferência. Tem a ver com aquele amor incondicional difícil explicar que nos faz querer estar perto o tempo todo. Tem a ver com o tempo que não volta e não conseguiremos substituir. E parece que nunca vai acabar, seja estando na escola ou em outro lugar. E ainda teremos tanto a enfrentar na longa estrada da maternidade... tantas separações, tantas ausências. Aí é que a gente volta ao trabalho pra não ficar de cabeça vazia e sofrer só de pensar.

No final acho que esse texto ficou muito melancólico... não era pra ser assim e não combina comigo. Mas como os textos refletem também nosso estado de espírito, talvez hoje eu não esteja muito bem. E a grande verdade é que enquanto nós mães somos o porto seguro, eles são nossa fortaleza... e nos dias em que não estamos bem é quando mais precisamos deles.

Eu e eles curtindo uma festinha no sábado

Mamãe Musa só quer que o dia termine bem, parafraseando a cantora.

Tatuagens para os filhos

Eu não sou muito fã de decisões definitivas, com raras exceções, e por isso, apesar de achar bonito tatuagens femininas, em especial as pequenas e delicadas, nunca tive coragem/motivo para fazer. Quando Matheus nasceu, tive a vontade e o motivo perfeito: um filho que era algo mais que definitivo em minha vida. Por que não?

Porque minha mãe era contra e o discurso materno é importante à beça pra mim mesmo depois dos 30 anos, pronto, falei, me julguem! Rsrsrsrs. Minha mãe não gostava, quando disse que ia fazer ela mandou na lata "faz logo uma na bunda!" e eu desanimei (hahahaha, foi mal, manhêêê). Também, sabia que ia ter outro filho e não liguei pra ser naquele momento. 

Depois que a Giovanna nasceu, uma amiga postou as iniciais das filhas com letras tão delicadas (oi, Sandrinha!) e a vontade surgiu de novo. Além disso, vi uma letra muito bonita tatuada em uma colega da academia que foi mais um reforço pra eu saber que queria mesmo. Nunca tive medo da dor, apesar de ter sido a primeira pergunta da maioria das pessoas depois que fiz. Então resolvi encarar. Faltava a "arte". 

A ideia de juntar o M de Matheus com o v no meio de Giovanna formando um coração foi do papai Rafael. A sugestão do desenho de coração que coubesse perfeitamente no meio das letras veio da minha amiga Tati em uma conversa aleatória qualquer no whatsapp. A arte ficou fofa e atendendo exatamente ao que eu queria.

Além disso, eu precisava escolher o lugar. Pra mim fazia todo sentido ser do lado esquerdo. Além de ser o lado do coração, sou canhota, então meu lado esquerdo é o mais importante. Se era pra ser pequenina e de um lado só, achei o punho um bom lugar. Seria minha eterna pulseira. E assim, surgiu a minha tattoo. :)


Meu punho com a mãozinha dos homenageados. <3 
O M de Matheus e o v no meio de Giovanna formam um coração que, com o punho mais relaxado como é de costume e menos esticado como saiu na foto, fica mais fechado.

Eu salvei do Google as tatuagens que me inspiraram na busca da minha. Olhem só que bonitinhas: 

Essa é a minha preferida, da Bruna Monteiro, do site Mãetamorfose.

Adoro essa também, porque sou fã de laços. Da Letícia do blog Berro de Mãe.

Eu já gostava da outra da Angélica com a inicial dos dois meninos e achei essa em homenagem à filha super delicada, adorei o traço.

Essa era minha ideia se eu fizesse nas costas, ia fazer esse desenho com os batimentos para um lado e para outro e no fim dos batimentos os nomes, mas achei que ficaria muito comprida e eu queria do lado esquerdo como expliquei no texto.


Essa achei no site Bagagem de Mãe e o nome da dona é Vivian Cola, mas não sei se ela é blogueira... Apesar de essa homenageada se chamar Gabriela, achei tudo a ver com a minha Gigi, já que Giovanna é Joana em italiano. :)

Quando fui contar para minha avó, a reação foi ainda melhor: "vê se agora para de ter filho, se não vai ficar toda rabiscada!" Respondi que fiz no punho e com letra pequena para ter ainda o antebraço inteiro pra escrever... tá bom pra vocês? hahaha. Tô brincando, parei nos dois. :P

No fim, todos gostaram, mesmo os que eram contra. E vocês, gostaram? Têm alguma com esse significado? Me contem! :)

Mamãe Musa não achou que doeu tanto quanto depilação na virilha. Bom parâmetro? Rsrsrs
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