Mães amigas X Amigas que são mães

"A parte ruim da amamentação é o início, quando o neném precisa mamar e seus mamilos estão rachados,", eu disse a uma mulher outro dia. "Mamilos rachados doem muito, nossa senhora!"

"Olha, prepare-se para um cocô muito laranja quando seu filho experimentar mamão pela primeira vez. Às vezes não é bem processado, sabe? Fica daquele jeito esquisito, cor horrorosa.", eu avisei a outra mulher prestes a fazer a introdução alimentar no neném dela.

Ambas as mulheres eram mães, mas qual dessas duas era uma amiga próxima e qual era a que eu conheci cinco minutos antes? É difícil dizer quando a conversa é entre novas mães. Nossas circunstâncias de angústia e desespero criam intimidades comuns, muitas vezes, muito rapidamente.

Esta proximidade nos leva a uma forma de amizade que se diferencia de nossas experiências anteriores. Por volta de 2012, eu e minhas amigas entramos na fase de ter neném, coincidentemente. Várias amigas ganharam neném perto de mim e é maravilhoso poder compartilhar as experiências com elas. Quer dizer, eu já sabia que eram pessoas incríveis e agora só preciso adicionar alguns tópicos maternos às nossas conversas. Essas são as "amigas que são mães".

É útil ter amigas que entendem completamente que não podemos marcar tantos programas à noite porque o neném já vai estar dormindo. E é agradável saber que na casa delas nossos filhos são bem-vindos porque elas estão lidando com as mesmas restrições. As "amigas que são mães" têm mais ou menos os mesmos hobbies que tenho agora e podemos fazer programas ligados a eles todas juntas. Isso é muito bom.

Mas eu também encontrei toda uma classe de "amigas mães" - pessoas com quem provavelmente eu não iria me envolver muito se não fosse pelo fato de terem tido neném mais ou menos na mesma época que eu. Elas são mulheres adoráveis, sem dúvida. Mas muitas vezes tenho a percepção de que embora eu saiba o brinquedo favorito de seus filhos e por volta de que hora eles tiram a soneca, eu não sei quase nada sobre elas, pessoas com quem estive conversando por meses! Elas são para mim essencialmente mães e o nosso canal de relacionamento são os filhos. Elas são "amigas mães".

Felizmente, o limite entre essas duas classes é tênue. Posso hoje relacionar várias "amigas que são mães", mas nossa amizade começou, por exemplo, por causa da dificuldade de adaptar o filho na creche. Agora curto suas atualizações no Facebook e artigos que compartilham. Pergunto sobre seus trabalhos, suas famílias, suas vidas. Elas se tornaram uma mulher, uma pessoa, e não "a mãe de alguém" a meus olhos.

E meu círculo de "amigas mães" se expandiu. Matheus, meu filho mais velho, já tem idade suficiente para fazer seus próprios amigos e as festas de aniversário deles e eventos com a companhia deles são programas especiais para mim, visto que vejo como se divertem juntos. Claro que para as crianças, elas sempre serão as "amigas mães": a mãe do Marcelinho, a mãe do Lucas, a mãe do Bernardo, entre tantas outras... mas para mim já são pessoas de quem gosto e por quem tenho apreço e não apenas "mães de alguém".

Na verdade, acho que o início da amizade com as "amigas mães" é muito mais fácil do que com qualquer outra pessoa. A estranha familiaridade entre as amigas mães surge rápido justamente porque todas estamos tão desesperadas para confirmar que nossas vidas e nossos filhos são "normais" que nos agarramos umas às outras, em busca de experiência e conforto compartilhado. E essas amizades podem até ser mais superficiais do que as antigas, mas não menos necessárias. 

Sabem que no meu blog eu me sinto meio assim? Falo de cocô rsrsrs, de quando não me sinto bem (física ou psicologicamente), de como a maternidade é difícil às vezes, dos meus questionamentos em estar fazendo certo ou não... e recebo de volta carinho, empatia e o acolhimento de que, certo ou não, estou tentando, pelo menos, fazer o meu melhor. Vamos juntas. =) 

Texto inspirado em https://www.scarymommy.com/mom-friends-vs-friends-who-are-moms/#sthash.cSPEvGNJ.dpuf

O milagre da vida deles

Oi, mamãe amigaaaammm. Você sabe como sou sincera falando da maternidade. Você bem sabe que penso como você e que, apesar de achar a maternidade a melhor coisa da vida, compartilho provavelmente de sua opinião, a de que ela não é um mar de rosas. Eu aqui e você aí terminamos mais um dia. Cansadas, exaustas e nos perguntando como vai ser amanhã, já que uma noite parece não ser suficiente para nos recuperarmos. A maternidade é mesmo contraditória: dias alegres e felizes, mas cansativos e sofridos.

Toda mãe já sentiu esse cansaço. Talvez por um só dia, talvez por mais tempo. Às vezes por estar cansada de separar as brigas dos irmãos, ou após ver seu filho adolescente fazer uma escolha imprudente, ou ainda nos primeiros anos (opa, eu!) quando parece que você nunca vai ter uma noite inteira de sono novamente.

De vez em quando eu me pego em um desses dias, em que o lado B da maternidade me sufoca. E aí meu remédio é entrar no quarto dos meus filhos depois que eles estão dormindo. Naquele sono tranquilo, em que eles parecem anjinhos, com as perninhas encolhidas e a respiração pesada, fico impressionada em como eles são um milagre. Chego mais perto e começo a notar todos os detalhes de seus corpinhos sem pressa. A curvinha dos ombros, a suavidade da pele, os fios de cabelo e os traços perfeitos dos seus rostinhos. Como diz uma música, "uma obra prima, que Deus planejou, com Suas próprias mãos pintou... em cada detalhe, um toque de amor." Tudo isso é o milagre da vida, milagres que me foram entregues.

Lembrar o milagre da vida de nossos filhos pode renovar nossa perspectiva sobre a maternidade. Faz-nos perceber a tarefa diária e sagrada que nos foi confiada. Embora a maternidade seja muito difícil, muito mais linda ela é. Nossos filhos são presentes de Deus.

Quando pensar em se abater, lembre-se desse milagre. Contemple o sorriso do seu filho e seus olhinhos sempre brilhantes em sua direção. E, por fim, peça a Deus para ajudá-la a sempre pensar no milagre que seus filhos são em sua vida e como você os ama acima de tudo. Ser mãe continuará sendo padecer no paraíso, mas, por um instante, você passará a focar no paraíso, e não no padecer. =)

Produto Muso: Fralda



"Qual a melhor fralda?"

Finalmente saiu o post super esperado para as mamães musas que me seguem. Propus na minha página no Facebook (Ainda não curte? Clique aqui para curtir) que começássemos a avaliar produtos com base em nossas experiências e, de acordo com as respostas, compilarmos em um post, com intuito de ajudar outras mães e trocarmos experiências. Foi o maior sucesso, fiquei super feliz com a participação de todas na escolha do #produtomuso. E fralda é só o primeiro de vários que avaliaremos. Inclusive, já tenho alguns pontos de melhoria para os próximos. As classificações muito subjetivas eu não vou colocar, porque percebi que faltou a justificativa. Exemplo: nesse post, eu ainda uso “boa” e “ruim” mas as seguidoras ao escreverem deixarem esse conceito solto. O ideal é responder por quê. É boa por quê? É ruim por quê? Entenderam? 

Então vou começar por mim. Eu sou bastante tradicional e acabo não mudando muito. Tipo, me falaram que Pampers Total Comfort (pacote verde) e Turma da Mônica Soft Touch (na época da gestação do Matheus, meu filho mais velho, em 2012) eram as melhores e pedi para o chá de fraldas uma dessas duas, para não correr risco de ele ter alergia a uma ou outra e eu perder tudo. Com a Giovanna (2014), continuei seguindo o que estava dando certo, pedi essas e não tenho problema com nenhuma das duas (na verdade, já não existia mais a Soft Touch - agora Supreme Care Soft Touch, então pedi a Huggies Supreme Care Meninas). Mas não ganhei só essas e não tive problema grave com nenhuma, só preferências mesmo, consegui usar tudo que ganhei. 

Se você me perguntar qual é a que eu compro, digo a Pampers Total Comfort, porque acho o toque mais macio, mas concordo, por exemplo, que ela fica sacuda, não acompanhando a anatomia do bumbum do neném, o que não acontece na Turma da Mônica Supreme Care. Como sempre uso com roupa por cima e, principalmente no caso da Giovanna, muitas vezes com saia, não me importo em ficar sacuda porque o vestido cobre. Entretanto, realmente essas fraldas são caras e adorei a enquete no facebook e o privilégio de termos conseguido compilar tantas informações boas em um único tópico. Apesar de usar sempre as mesmas, eu estava bastante insatisfeita com o preço das duas, que realmente é alto. Inclusive já comprei a Pompom Colo de Mãe para experimentar depois das sugestões. =)

Se vocês me perguntarem minha fralda musa, é a Pampers Premium Care (pacote roxo), mas é uma fralda cara e difícil manter. Essa, acho que além de ter o toque extremamente macio, fica seca mesmo por fora e com muito xixi, porque a verde, depois de muito xixi (uma noite inteira por exemplo com mamadas), fica úmida inclusive por fora. 

Agora, claro que muitos dos critérios usados aqui são altamente variáveis. Não dá, por exemplo, para comparar uma fralda usada com o Matheus que acordava a noite inteira para mamar com a Giovanna que acorda uma ou nenhuma. Então, muitas vezes, uma fralda que vazaria com ele não vaza com ela. Por isso, você, mãe que chegou a esse post para pesquisar sobre qualidade de fraldas, saiba que o seu gosto vai variar de acordo com a anatomia do corpinho e os hábitos do seu bebê. Digo a anatomia, porque não adianta a fralda não vazar nada e ter toque macio se aperta a perninha do neném, concordam?

Sugiro que, se for fazer um chá, peça as marcas mais tradicionais e fáceis de serem encontradas, e quando for acabando, vá comprando uma a uma para testar. Para mim que não conhecia, as grandes surpresas foram a Parents Choice, citada como melhor que a Pampers Total Comfort, e a MamyPoko, queridinha do momento por conta do melhor custo-benefício. Ambas não sofreram nenhuma crítica em quase 300 comentários. Além delas, a Pompom Colo de Mãe (pacote roxo), a Personal Baby e a Cremer Disney Baby Magic Care foram bastante elogiadas no quesito custo-benefício. Não chegam a ser citadas como as preferidas, mas dão conta do recado. 

Algumas mães gostam das fraldas tipo shortinho/roupinha e parece que essas duram bem mais em relação ao tempo sem necessidade de troca ou vazamento. Eu não tenho profunda experiência com essas, só as que ganhei no chá, porque acho chato vestir por baixo, prefiro o velcro. Sei que elas são importantes para algumas crianças na transição, mas, como Matheus não gostou, acabei não tendo um grande tempo de experimentação. 

Outras fraldas citadas, como Pompom Proteção de Mãe, Pampers Super Sec (pacote vermelho), Huggies Turma da Mônica Tripla Proteção foram citadas com comentários "simpáticos" como "é boa", gosto", mas dá para perceber que não seriam as escolhidas se não fossem preço baixo ou presente. A Turma da Mônica Tripla Proteção, em especial, é uma curiosidade no mercado, porque é disparado a fralda mais vendida, pelas minhas pesquisas, e até tem gente que gosta, mas tem gente que odeia de todo o coração. 

Se eu tivesse feito um percentual (ponto de melhoria para os próximos posts), a Pampers Total Comfort teria ganho como a mais citada positivamente. Outras fraldas foram mencionadas mas não me chamaram atenção com algo que pudesse destacar em minha análise. Além disso, algumas marcas não tiveram os modelos citados, então, não consegui especificar sobre qual a seguidora estava falando. Houve também uma querida seguidora que sugeriu as fraldas de pano, alegando que tirando a maior parte da sujeira, basta colocar na máquina de lavar e pronto. É uma opção para quem quer economizar e ainda agredir menos o meio ambiente. 

Finalmente, fora as fraldas usadas fora do Brasil, todas as citadas serão relacionadas abaixo para maior apreciação das minhas leitoras musas! Ééééé, tivemos participação até de Portugal (ora, pois, pois) e dos EUA. Um beijo pra todo mundo que participou! Smack! É engraçado ver como os gostos são diferentes e como às vezes o que importa para uma mãe não importa para outra. Por exemplo, eu não me importo com a fralda ser bonita, com desenho ou com a cor, mas percebi que algumas mães estão ligadas nesse design, então se você é uma dessas, é bom saber que a citada como mais bonitinha foi a Huggies Supreme Care Meninos e Meninas. E para não perder a piadinha, o comentário mais engraçado para mim foi o "fralda muito confortável". É impressionante como transpomos nossas impressões para as crianças, porque, pelo tamanho, imaginam que não foram vocês que usaram, né? =P 

Agora chega de blablabla e vamos ao melhor post sobre fraldas de todos os tempos. Vocês perceberão que muitas vezes, o mesmo conceito será citado nos pontos positivos e negativos, porque, por exemplo, o que vazou em um bebê não vaza em outro. Então dei voz a todos os comentários. Este texto foi escrito por mim, mas rascunhado a centenas de mãos por quem mais entende do assunto, as mães! Sem publicidade, sem mimimi. Atenção ao comparar os preços, pois de algumas eu citei pacotes com mais ou menos fraldas, conforme disponibilidade da informação sobre o preço no Google shopping, fonte que usei. Para não deixar o post ainda maior, não coloquei a descrição do próprio fabricante, mas basta clicar no nome da fralda que o link levará ao site da marca. Veeeeeem! =D






- Média de preço do pacote mega plus: R$ 36,30

- Pontos positivos citados: boa 
- Pontos negativos citados: ruim








- Média de preço: R$ 10,90 em torno de 20 a 22 unidades
- Pontos positivos citados: bom preço, boa, não vaza
- Pontos negativos citados: -









- Média de preço do pacote Jumbo: R$ 22,90
- Pontos positivos citados: bom preço, boa
- Pontos negativos citados: -




 


- Média de preço: R$ 12,05 pacote em torno de 24 unidades
- Pontos positivos citados: fica seca quando cheia 
- Pontos negativos citados: -



Cremer Disney Baby Magic Care (atualmente é a única Cremer existente no mercado)



- Média de preço: R$ 19,90 em torno de 24 a 40 unidades dependendo do tamanho
- Pontos positivos citados: boa, bom preço, não vaza, confortável
- Pontos negativos citados: vaza, deu alergia







- Média de preço do pacote super econômico: R$ 37,90
- Pontos positivos citados: boa, não vaza 
- Pontos negativos citados: -




  

- Média de preço do pacote com 54 unidades: R$ 34,90
- Pontos positivos citados: confortável, não vaza

- Pontos negativos citados: -





- Média de preço do pacote com 54 unidades: R$ 34,90
- Pontos positivos citados: confortável, não vaza

- Pontos negativos citados: -






- Média de preço do pacote em torno de 16 a 20 unidades: R$ 23,90
- Pontos positivos citados: não vaza, ótima, confortável, design bonito
- Pontos negativos citados: deu alergia, cara



  


- Média de preço com 19 unidades: R$ 22,90
- Pontos positivos citados: ótima 
- Pontos negativos citados: cara





- Média de preço do pacote mega: R$ 24,95
- Pontos positivos citados: boa
- Pontos negativos citados: -




- Média de preço do pacote com 20 unidades: R$ 10,98

- Pontos positivos citados: boa 
- Pontos negativos citados: desconfortável, vaza



- Média de preço do pacote mega: R$ 36,00
- Pontos positivos citados: boa, não vaza
- Pontos negativos citados: -



(No caso da Mamypoko, não vou diferenciar os modelos pois ambos tiveram a mesma avaliação)

 

- Média de preço pacote mega (tanto a Super Seca quanto a Fralda Calça): R$ 43,90

- Pontos positivos: ótima, bom preço, confortável, não vaza 
- Pontos negativos: cara 




- Média de preço: R$ 23,90 em torno de 23 unidades
- Pontos positivos citados: boa, não vaza 
- Pontos negativos citados: -



Pampers Pants




- Média de preço: R$ 26,50 em um pacote de 30 a 40 unidades, dependendo do tamanho
- Pontos positivos citados: ótima, confortável

- Pontos negativos citados: cara, difícil de colocar

Pampers Premium Care (pacote roxo)


 
- Média de preço pacote mega: R$ 59,90
- Pontos positivos citados: ótima, não vaza , confortável, fica seca quando cheia, toque macio parecendo tecido
- Pontos negativos citados: cara 





Pampers RN
 
 

- Média de preço pacote 40 unidades: R$28,90
- Pontos positivos citados: Ótima (OBS: Essa eu, Musa, tive oportunidade de usar e achei fantástico o marcador indicador de umidade, fica uma listra azul quando tem xixi. Acho que eles inclusive poderiam estender essa facilidade aos outros tamanhos)

- Pontos negativos citados: - 

Pampers Super Sec (pacote vermelho)



 
- Média de preço pacote hiper: R$ 39,90
- Pontos positivos citados: boa 
- Pontos negativos citados: vaza, fica feia quando cheia

 


Pampers Total Comfort (pacote verde)


 
- Média de preço pacote mega: R$ 42,90
- Pontos positivos citados: ótima, confortável, não vaza, boa para dormir, bom preço 
- Pontos negativos citados: vaza, às vezes cheira mal, fica feia quando cheia, houve caso de alergia 



Parents Choice
 

 - Média de preço: O produto só é vendido pelo Walmart e atualmente está esgotado, o que me imepdiu de ver o preço... mas reza a lenda que é um pouco mais barata que a Pampers Total Comfort e regula em qualidade.
- Pontos positivos citados: bom preço, ótima, confortável
- Pontos negativos citados: cara


- Média de preço: R$ 21,50 em torno de 32 unidades

- Pontos positivos citados: bom preço, boa, não vaza, não fica feia quando cheia
- Pontos negativos citados: não é confortável, não é prática




- Média de preço: R$ 19,90 em torno de 24 unidades 
- Pontos positivos citados: boa, bom preço, confortável
- Pontos negativos citados: ruim


Pompom Proteção de Mãe, antiga protek Baby (pacote laranja):  

 Essa foi a que teve opiniões mais controversas de todas. Vejam só:

- Média de preço: R$ 29,90 em torno de 50 unidades
- Pontos positivos citados: boa, não vaza, confortável
- Pontos negativos citados: vaza, não é confortável


- Média de preço: R$ 21,90 em torno de 30 a 40 unidades
- Pontos positivos citados: boa

- Pontos negativos citados: vaza



Observação: Certamente não esgotamos todas as marcas e modelos de fraldas. Esse é um post aberto e construído por mim e por vocês. Caso queira deixar sua sugestão de melhoria, use os comentários à vontade. Espero que tenham gostado! =)


Sobre rótulos e padrões impostos

Como já contei a vocês, muitos dos textos que escrevo aqui são de autoras de quem sou fã, com traduções livres minhas e, às vezes, com alguns cortes e adaptações, como no texto de hoje. Leio muito e sempre encontro textos belíssimos e que muito me ensinam pela internet. De vez em quando tem um texto meu, mas como minha criatividade quase se esgota com tanto meme e eu sou mais do humor rs, prefiro dar voz a autoras que admiro e a mensagens que para mim têm muito valor. Essa é uma delas. Apesar de não ter passado por isso, pois minha mãe tem uma beleza perto do padrão que nossa sociedade cobra (magra), também temos nossos "defeitos" assim vistos pela sociedade. Somos baixinhas, o que me fez um tempo ser muito insatisfeita com minha altura, tudo por conta do que a sociedade impõe. Por isso, esse texto é feito para qualquer pessoa que tem algo fora de um padrão ridículo da sociedade (e sempre tem...). Pergunto-me quem definiu esses padrões, se o próprio Criador nos fez tão diferentes... Busquemos nossa saúde e bem estar, e não agradar uma sociedade que escraviza com padrões, principalmente as mulheres. Busquemos a essência, e não a aparência. Espero que gostem do texto. Ele me arrepia cada vez que leio e me deixou emocionada na primeira vez. Que possamos seguir o conselho da autora e deixar de lado os rótulos, que possamos gostar do nosso corpo pelo que ele faz por nós. O original, em inglês, está no site da autora Kasey Edwards

"Mãe,

Eu tinha sete anos quando descobri que você era gorda, feia e horrível. Até aquele momento eu achava que você era linda - em todos os sentidos da palavra. Lembro-me de folhear álbuns de fotos antigas e olhando para fotos de você em pé no convés de um barco, seu maiô branco sem alças parecia tão fascinante, assim como uma estrela de cinema. Sempre que eu tinha chance, eu puxava aquele maravilhoso maiô branco escondido em sua gaveta e imaginava quando eu seria grande o suficiente para usá-lo; quando eu ia ser como você.

Mas tudo isso mudou quando, uma noite, estávamos vestidas para uma festa e você me disse: '' Olhe para você, tão magra, bonita e encantadora. E olhe para mim, gorda, feia e horrível. ''

No começo eu não entendi o que você quis dizer.

'' Você não é gorda,'' eu disse com sinceridade e inocência, e você respondeu: '' Sim, eu sou, querida. Eu sempre fui gorda, desde criança. ''

Nos dias seguintes eu tive algumas revelações dolorosas que moldaram a minha vida inteira. Eu aprendi isso:

1. Você deve ser gorda mesmo porque as mães não mentem.
2. A gordura é feia e horrível.
3. Quando eu crescer, eu vou parecer com você e, portanto, vou ser gorda, feia e horrível também.

Anos mais tarde, lembrei dessa conversa e das centenas que se seguiram e culpei você por me sentir tão pouco atraente e insegura. Porque, como o meu primeiro e mais influente modelo, você me ensinou a acreditar a mesma coisa sobre mim mesma.

Com cada careta ao seu reflexo no espelho, cada nova dieta radical que iria mudar a sua vida, e cada colher culpada de ''caramba-eu-realmente-não-deveria'', eu aprendi que as mulheres devem ser magras para serem seguras, atraentes e dignas. E mais, que a maior contribuição que as meninas devem dar para o mundo é a sua beleza física.

Assim como você, eu passei toda a minha gordura para meu sentimento na vida. E além disso, acreditava não ser boa para o mundo porque eu era gorda.

Mas agora que estou mais velha, e sou mãe também, eu sei que culpar você pelo ódio por meu corpo é inútil e injusto. Agora eu entendo que você também é um produto de uma linhagem longa e cheia de mulheres que foram ensinadas a odiar a si mesmas.

Ninguém lhe disse que você é amada e é boa o suficiente. Suas realizações e seu valor - como uma professora de crianças com necessidades especiais e uma mãe dedicada de três - tornaram-se insignificantes quando comparados com os centímetros que você tinha a mais (e não conseguia perder) na sua cintura.

Sinto muito de não ter percebido isso antes. Eu já tinha apreendido que a culpa por você ser gorda era sua. Eu tinha ouvido várias pessoas descreverem a perda de peso como um 'processo' 'simples' - ainda que você não pudesse atingi-la, por vários motivos.

Mas eu estava errada, mãe. Agora eu entendo o que é crescer em uma sociedade que diz às mulheres que sua beleza é mais importante, e, ao mesmo tempo, define um padrão de beleza que é perpetuamente fora do nosso alcance. Eu também sei a dor de internalizar estas mensagens. Nós nos tornamos nossos próprios carcereiros e nós provocamos nossas próprias punições por não estarmos à altura. Ninguém é mais cruel para nós do nós mesmos.

Mas essa loucura tem que parar, mãe. Parar com você, parar comigo, parar agora. Nós merecemos mais, muito mais, do que ter nossos dias arruinados por pensamentos ruins sobre o corpo, desejando que fosse de outra forma.

E agora não é mais sobre você e sobre mim. É também sobre Violet. Sua neta tem apenas 3 anos e eu não quero que o ódio ao corpo crie raízes dentro dela e estrangule sua felicidade, sua confiança e seu potencial. Eu não quero que Violet acredite que sua beleza é seu ativo mais importante; que vai definir o seu valor no mundo. Para que Violet mire em nós para aprender como ser uma mulher, precisamos ser os melhores modelos que pudermos. Precisamos mostrar a ela com nossas palavras e nossas ações que as mulheres são boas o suficiente do jeito que elas são. E para que ela acredite em nós, também precisamos acreditar em nós mesmas.

Quanto mais velhos ficamos, mais entes queridos perdemos para acidentes e doenças. Sua passagem é sempre trágica e cedo demais. Às vezes penso sobre o que esses amigos - e as pessoas que os amam - não dariam por mais tempo em um corpo que era saudável. Um corpo que lhes permitiria viver um pouco mais. O tamanho das coxas do corpo ou as linhas e rugas em seu rosto não importariam. Eles estariam vivos e, portanto, seriam perfeitos.

Seu corpo é perfeito também. Ele permite que você envolva todos com seu sorriso e contagie a todos com sua risada. Seu corpo lhe dá braços para abraçar Violet e apertá-la até ela gargalhar. Cada momento que passamos nos preocupando com as nossas "falhas" físicas é um tempo desperdiçado, uma fatia preciosa da vida que nunca vai voltar.

Vamos honrar e respeitar os nossos corpos pelo que eles fazem por nós em vez de desprezá-los pelo que eles parecem. Concentre-se em viver uma vida saudável e ativa, deixe a perda de peso como consequência, e vamos deixar nosso ódio ao corpo no passado. Quando eu olhava para aquela foto sua no maiô branco anos atrás, meus olhos jovens inocentes viam a verdade. Eu via o amor incondicional, a beleza e a sabedoria. Eu via minha mãe.

Com amor, Kasey."
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